quarta-feira, 27 de julho de 2011

MARIA DO SOCORRO

Quero viajar na minha intimidade humana, onde as ilusões são o que são, porque não há testemunhas visíveis encarnadas, pois sei que estou circulada por espíritos que choram e oram por mim. Ah quem me dera desaparecer assim como por encanto, sofrer minhas desilusões a sós. Compreender que a minha vida evaporou, saber a que o passado é simples advertência e que o futuro a Deus pertence.  Quem me dera ter uma simples e singela recordação daqueles que realmente conviveram comigo, pois foram meus professores mais carrascos, por isso, notáveis  em seus ensinamentos. Quem dera ter convivido com meus filhos, netos e ter tido um só dia de borboleta com eles.  Nada disso tem importância agora, apenas um forte abraço aos que vez por outra lembrarão que eu amava sorrir e adorava o mar de Icapuí.  Isso e um simples desabafo. Espero desta vez voar. Não sou católica, bastam-me o Sermão da Montanha, Evangelho Segundo o Espiritismo e a música “Emoções” de Roberto Carlos.  Estou doente e quem está comigo é uma filha do meu coração, maravilhosa, humana e de uma caridade sem limites.  Acredito que lá encima sou muito amada. Embora esteja no fio da navalha, ainda tenho esperança de sorrir mais um pouco por aqui,  mas....Tudo bem.  Assim seja!...